1º Seminário Sul Brasileiro de Tecnologias para Educação Permanente em Saúde.

Foi aberto oficialmente dia 05/12/07 no auditório Ruy Hülse, no campus da Unesc, o 1º Seminário Sul Brasileiro de Tecnologias para Educação Permanente em Saúde.

O médico pediatra e diretor de Educação Permanente em Saúde da secretaria de Estado da Saúde de SC, Flávio Magajewski, foi o palestrante.

O evento é promovido pelo curso de Enfermagem da universidade, com apoio da Fapesc, Saúde estadual, curso de Direito, Nuped e Ladssc, entre outras instituições.

Aberto à participação da comunidade, a programação prossegue na quinta e sexta-feira (6 e 7/12) com palestras e mesa redonda no período matutino e apresentação de projetos de pesquisa e experiências municipais à tarde.

A abertura solene contou com a presença dos coordenadores dos cursos de Enfermagem, Luciane B. Ceretta, e de Direito, Carlos Magno S. Venério; da adjunta da Enfermagem, Mágada Tessmann Schwalm; do coordenador do Ladssc e do Nuped, Reginaldo de S. Vieira; do coordenador regional de Saúde, Marcos Rinaldi; e da secretária de Saúde de Criciúma, Gládis de Carvalho.

Educação Permanente

A educação permanente em saúde, segundo o professor Flávio Magajewski, deve estar baseada numa estratégia de recomposição das práticas de atenção, gestão e controle social. Essa estratégia deve ter eixo de transformação e estratégia de mobilização de recursos e poderes, que culminem com o fortalecimento do SUS. Ele falou também sobre a educação tradicional, com disciplinas estanques, isoladas, que geram a especialização, que tende a fragmentação do estudo dos problemas da saúde. O resultado mais concreto, adverte, são "profissionais limitados" incapazes de compreender o todo de uma realidade que é complexa e desafiadora.

A educação tradicional, segundo Magajewski, provoca uma série do que ele chama de "problemas sem solução". E enumera: da subjetividade que não têm espaço para ouvir a queixa do paciente, a síntese que elimina a diversidade cultural e moral criando espaço para todo tipo de preconceito até a dificuldade de adesão aos tratamentos. "Ao invés de autonomia do cuidado, os profissionais da saúde geram pacientes dependentes; ao invés de seres que entendem o sofrimento da dor, se aprende o distanciamento até se chegar a profissional autista, incapaz de sentir; sem falar que se foge das perdas e da morte, que fazem parte da nossa rotina diária", critica. "Sem falar que se esquece que o direito à saúde é cláusula pétrea na constituição brasileira, ou seja, é política pública e precisa ser respeitada". A saída, afirma, é trabalhar a educação permanente em saúde a partir de uma lógica alicerçada em quatro diretrizes: descentralizada, ascendente, multiprofissional e transdisciplinar. Neste caminho, acredita, usuários e profissionais sairão ganhando.


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